quinta-feira, 11 de abril de 2013

As vestes africana (parte 2)

Vestimentas


 

Os povos do continente africano costumam usar trajes, pinturas corporais, tecidos e adornos, conforme as identidades de seus devidos grupos. Geralmente as pinturas são usadas em cerimônias, para enfeitar o corpo ou para exibir o estilo de sua tribo, todas as pinturas tem um significado diferente.

A influencia ocidental chega através de roupas usadas revendidas no mercado africano. Essas "roupas de branco" conhecidas por mitumba, são bastante comuns em algumas partes do continente. Ha muita polemica entorno delas.

A vestimenta das mulheres africanas, baseia-se, em grande parte, em panos ou cangas que enrolam no corpo como vestidos, cangas, capulanas, etc. São belos tecidos cuja padronagem e acabamento é reconhecida mundialmente. Os africanos, mais do que ninguém, falam através de seus panos. “Eu ando mais rápido do que minha rival”, “meu marido é capaz” e “seu pé, meu pé” são algumas das expressões ditas por meio das famosas estampas figurativas impressas nos tecidos feitos naquele continente, principalmente em locais como Gana, Benin, Togo e Costa do Marfim (todos com a mesma matriz lingüística e cultural, a Akan).

As africanas vêem uma roupa Gucci ou Dior, copiam o modelo e dizem para o costureiro: quero um igual a este. Com uma vantagem: elas adaptam a roupa ao próprio gosto. O que importa não é se é Gucci ou Dior, e sim se o tecido é bom, se a roupa é bem-feita. Pois é: na África, o hábito de comprar um tecido e levá-lo para os profissionais que o cortam e costuram ao seu modo ainda é preservado, assim como foi comum em um Brasil não muito distante. “Todos encomendam roupas, dos mais ricos aos mais pobres”, diz a pesquisadora, informando que, entre os últimos, também é bastante comum a compra de roupas de segunda mão.

A prática de mandar fazer vestidos, saias e blusas é tão comum que, nas feiras-livres, vêem-se homens e mulheres com máquinas de costura sentados no chão à espera de clientes que chegam com croqui na mãos.

Texto retirado do blog: http://ingles-ev.blogspot.com.br/2010/05/vestimentas.html
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Imprensa Negra

° Surgimento

O surgimento da imprensa negra se deu em São Paulo. Devido a uma relevante manifestação de identidade étnica, o povo negro começa a querer fazer parte da sociedade brasileira, estas manifestações foram um fator de importância crucial na luta ideológica anti-racista. Conheceremos os nomes dos principais periódicos que marcaram a trajetória do negro brasileiro na luta pela cidadania: Referimo-nos à chamada imprensa negra paulista, cujo primeiro jornal intitula-se O Menelick e começa a circular em 1915. Fenômeno dos mais significativos para se analisar o comportamento e a ideologia desse segmento negro urbano, os jornais editados por negros paulistas sucedem-se até 1963, quando é fechado o Correio d'Ébano. 
Os negros paulistas, sentindo a necessidade de um movimento de identidade étnica, e enfrentando as barreiras de uma imprensa branca (Grande Imprensa) impermeável aos anseios e reivindicações da comunidade, recorreram à solução mais viável, que era fundar uma imprensa alternativa, na qual os seus desejos, as denúncias contra o racismo, bem como a sua vida associativa, cultural e social se refletissem.
O Menelick conseguiu grande prestígio na comunidade negra, difundindo aquilo que os seus redatores achavam mais interessantes para a vida social e cultural dos negros. Após o primeiro, outros se sucederam na seguinte ordem: A Rua e O Xauter, 1916; O Alfinete, 1918; O Bandeirante, 1919; A Liberdade, 1919; A Sentinela, 1920; O Kosmos, 1922; O Getulino, 1923; O Clarim da Alvorada e Elite, 1924; Auriverde, O Patrocínio e O Progresso, 1928; Chibata, 1932; A Evolução e A Voz da Raça, 1933; O Clarim, O Estímulo, A Raça e Tribuna Negra, 1935; A Alvorada, 1936; Senzala, 1946; Mundo Novo, 1950; O Novo Horizonte, 1954; Notícias de Ébano, 1957; O Mutirão, 1958; Hífen e Niger, 1960; Nosso Jornal, 1961; e Correio d'Ébano, 1963.
A obstinação desses grupos negros em manterem um espaço ideológico e informativo independente, bem como a sua consciência étnica, determinou a sua continuidade, embora intermitente. Por outro lado, esses jornais também serviram de veículo organizacional dos negros. As discussões que se tratavam nas suas páginas, a colocação permanente dos problemas específicos da comunidade, as denúncias contra o racismo e a violência através de fatos concretos, tudo isso levou a que os negros de São Paulo fundassem o maior movimento político negro no Brasil: a Frente Negra Brasileira.
Os dois jornais mais importantes foram O Clarim da Alvorada e A Voz da Raça, que segundo Clóvis Moura (1992), tiveram papel saliente e significativo no despertar da consciência étnica do negro paulista.
"Os periódicos municiaram a comunidade de dados e informações preciosos para que o negro se auto-identificasse na sua negritude. O segundo acontecimento importante nesta afirmação racial foi a criação do órgão da Frente Negra Brasileira, movimento que marcou profundamente a consciência do negro, e elevou o nível de tomada de sua identidade étnica", (Moura, 1992).
De acordo com o historiador José Antônio dos Santos (2005) em seu artigo "Imprensa negra: a voz e a vez da raça na história dos trabalhadores brasileiros", muitos daqueles que haviam criado a Frente Negra Brasileira em 16 de setembro de 1931, contrariados com a feição carola e fascista que ela assumia, romperam e fundaram a sociedade político-social denominada Frente Negra Brasileira Socialista.
Ao contrário da Frente original, de caráter católico e assistencialista, a nova Frente, adjetivada de socialista, tinha como objetivo assumir um papel político mais propositivo e de enfrentamento na solução dos conflitos do mundo do trabalho bandeirante. Santos explica que "naquela sociedade, os europeus haviam sistematicamente substituído os trabalhadores descendentes da senzala, o que levava o Povo Negro a firmar posições e criar mecanismos institucionais para defender os seus interesses", (Santos 2005, p.9)
A mobilização política e o reforço da identidade negra, principalmente, a partir da década de1920, se deram por dentro dos pressupostos da nacionalidade, harmonia e igualdade racial, ou seja, a ideologia dominante serviu também como elemento ou suporte estratégico para a defesa dos direitos civis e afirmação étnica. Não foi à toa que a Frente Negra Brasileira teve mais de vinte núcleos locais e filiais espalhadas por todo o país, enquanto a Frente Socialista deixou pouco registro.

* Retirado da minha monografia como projeto de conclusão do curso em jornalismo: As representações Sociais na Ressignificação da Identidade Ética do povo negro: no caso da revista Raça Brasil. Defendida e aprovada na semana da Consciência Negra em 23 de novembro de 2006. 

domingo, 7 de abril de 2013

É hoje é? Faço parte disso?

Dia do Jornalismo – 7 de Abril

 
Ser Jornalista é ser um profissional da Informação. Sua função é coletar informações que sejam de interesse público e divulgá-las para a sociedade. Entre as especialidades da profissão, um jornalista pode ser: arquivista pesquisador, assessor de imprensa, diretor de redação, editor, jornalista, produtor de texto, repórter de televisão ou rádio, revisor, repórter fotográfico, ou uma desempregada que fica escrevendo no seu próprio blog.
 

Parabéns aos poetas do cotidiano, arquitetos da ortografia, artistas gramaticais que nós fazem pensar, idealizar, julgar, desacreditar, condenar, sensibilizar, ajudar e o mais importante nos deixam antenados no que acontece no mundo e a nossa volta...Viva ao jornalismo, viva aos jornalistas por formação, é claro, para ser a favor do diploma na mão e fortalecer a campanha em defesa do canudo.
 
E vamos a pergunta que faço ao destino todos os anos: ao caos, ao cosmo, ao universo, a Deus, ao Diabo, a Oxalá e a Exú...O 7 ainda continua sendo o meu número da sorte? Responde Exú!!!! E despacha alguma coisa pra mim...Porque os  caminhos estão estreitos...Saldo Exú o nosso patrono o  senhor da comunicação e do movimento junto com meu pai Ogum conceda-me uma benção. Laroiê!!!

 
 

domingo, 31 de março de 2013

Para Anne Frank

 
 
É muita coincidência para ser levado que foi uma fatalidade algo simples, desse livro está em minhas mãos por acaso.  Este livro era de minha irmã mais velha Simone, ela ganhou de presente quando fez 15 anos e já faz 9 anos que este livro esta aqui em casa, mas só agora que peguei para lê, comecei ontem e terminei hoje, devorei o livro, esse tesouro estava jogado em uma caixa no banheiro interditado, acho que foi algo mágico este livro vim parar na minha mão logo nesta época da minha vida que passo por grandes mudanças e conflitos dentro de mim, este livro me ajudou a clarear mais a mente, porque agora sei que não é só eu que sinto o mundo demais!
 
Olha só que ironia do destino! Ela também queria ser jornalista, assim como eu, não queremos ser uma tola, queremos ir para frente, gostamos da arte de escrever e sabemos que escrevemos bem, quer dizer, eu nem tanto quanto ela, mais sei que sei. Sabemos perfeitamente o que está e o que não está bem escrito, tudo bem que roubo algumas ideias de alguns autores mais faço as minhas adaptações como fiz no trecho do diário de Anne( a última carta que escreveu em seu diário numa terça, 1º de agosto de 1944) não mudei muito pois estava mesmo idêntico como penso e sinto. Agora mesmo estou roubando algo escrito por Anne "quem não escreve não sabe a maravilha que é."
 
Acho que tenho talento para escrever livros e artigos de jornal. Ambas queremos progredir, queremos ter algo mais que marido e filhos, queremos nos dedicar a algo que nos realizem como pessoas não queremos ser insignificantes ao mundo, deixar algo nosso para ser imortal. Queremos continuar vivendo mesmo depois da nossa morte! E ela vive, está façanha ela conseguiu, é imortal.
 
Gostamos de escrever nos libertamos de tudo; desabafamos , diminui a tristeza as vezes até desaparece e renasce a coragem - e essa é a grande pergunta? Poderei algum dia escrever algo realmente importante? Ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero de todo o meu coração, pois quando escrevo capturo tudo, pensamentos, ideias, fantasias, tudo...E assim vou tocando para frente, cheia de coragem.            
 
Anne era forte, corajosa de um intelecto excêntrico era uma garota diferente das de sua idade que não tinha medo de sonhar e de certa forma viveu seu sonho: o de ser imortal. Para mim um exemplo de heroísmo ter 13 anos e enfrentar tudo que enfrentou....
 
Anne você realizou o seu maior sonho de ser eterna só não conseguiu realizar o de ser jornalista, mais escritora sim. Se assim for a vontade das forças superiores não desistirei desse objetivo de querer ser jornalista e ser para meus filhos o que meus pais não souberam ser para mim. Realizarei o nosso sonho, será por nós duas e quando publicar meu livro dedicarei a você em homenagem a menina, menina nada, mulher mesmo que foi e vê se me ajuda a realizar o sonho de ser imortal como você e ser uma grande jornalista reconhecida, nos ajudaremos, comungadas em espirito. Sua Suzana
 
* Esta foi uma carta que escrevi em meu diário logo após ter lido o livro "Diário de Anne Frank". Foi em um domingo de pascoa como hoje em 15 de abril de 2001. Quase 12 anos depois lembrei desta carta e fui pegar meu antigo e envelhecido diário comido por traças e resolvi publicar alguns trechos aqui no meu blog, acho que estava devendo isso a Anne. Já esta pago. Agora o mundo sabe do nosso segredo.     

domingo, 24 de março de 2013

Parabéns?

 
 

Chegou mais um envelhecido ano

Quando eu tinha 13 anos, pensava que quando chegasse aos 30 teria uma vida perfeita. Queria ter um carro rosa, uma casa com piscina, ser casada com um músico e ter sucesso como jornalista. Queria conhecer a California em especial Beverly Hills dizem que é a cidade dos sonhos, ter três filhos e me sentir feliz todos os dias.
 
Ainda não tenho trinta, tenho vinte e nove. Não tenho um carro rosa, nem uma casa com piscina, não casei com um músico, não tive sucesso na minha profissão, não fui à Beverly Hills, não tenho filhos e nem me sinto feliz, nem as vezes... Ainda! Mas acho que esses sonhos serão sempre um sonho...

Não me sito pronta para encarar este novo ciclo que para mim vai dá no mesmo, mas queria muito enfrentar novos desafios, voltar a me sentir viva. 
 
Hoje eu estou aqui bebemorando os meus vinte e nove anos(comendo xinxin de bofe para despachar o  exu dentro de mim e bolo de chocolate que mainha fez). Juro que não estava afim de alcançar esta marca. Sabe aquele ditado "faça tudo hoje porque o amanhã pode não chegar" e não chegou e sinto que nunca chegará.
 
A única coisa que tenho como tesouro são as lembranças que me pego todos os dias pensando que até os 23 eu era muito... mais muito feliz...depois nada de bom a recordar...E ainda tem  a família que não me ajuda em nada, só me põem para baixo, jogando na minha cara meu esperado fracasso, pelo menos para meu pai que nunca acreditou em mim... 
 
Segundo os especialistas todas as mulheres passem por isso, mas muitas chegam a essa idade e têm um comportamento auto-avaliativo que pode levar à depressão - acho que essa sou eu!

O espelho? Virou meu inimigo, antes um aliado para me deixar irresistível, agora parece que ele joga contra mim e mostra como envelheci, como estou mais gorda, com aquele ar de derrotada. Mesmo que ainda seja jovem, a minha aparência passa longe do frescor dos meus vinte anos. Ahhh...como eu já fui feliz...
 
Não tenho nada em minhas mãos, muito menos as rédeas do meu destino. Vivo presa ao passado e pouco espero do futuro.  Mesmo assim, irei tentar aproveitar os meus últimos vinte e poucos anos, antes de entrar na temida casa dos 30, momento numérico que muito incomoda, pois é, aqui estou eu na depressão pré-balzaquiana. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Bateu saudade

Muita saudade deste tempo: 2006 tinha 21 anos. Repórter do Portal Imbuí. CONGELA...
 

 
 
 

Lembranças...

Esta foi minha primeira matéria no Portal Imbuí. Nossa bateu uma saudade desta época...da equipe...


Inauguração de lanchonete
Redação Portal Imbuí • 17/01/2006 - 11:35:00
Portal Imbuí Foi inaugurada na última segunda-feira, dia 16 de janeiro, na praça de alimentação do Centro Comercial do Imbuí (CCI), mais uma opção de lanche para os moradores e visitantes da região.

A nova lanchonete serve sanduíches, espetinhos gaúchos, bolinhos fritos nos mais diversos sabores e com acompanhamento. Para beber, o cliente tem um bom chopp tradicional e de vinho, refrigerante, suco de frutas naturais para sobremesa e ainda tem a opção de saborear um Sunday ou Banana Split. Só experimentando para conferir e correr para aproveitar a promoção de verão chopp por apenas R$ 1,00.

A inauguração - Na inauguração estavam presentes cerca de 100 convidados que puderam desfrutar de música ao vivo com um palco armado na praça tocando o melhor da MPB. Contou ainda com desfile de sanduíches onde as pessoas puderam experimentar os sabores

Para o dono desse empreendimento, Vitor Hugo, a sua lanchonete está em um ótimo ponto de acesso às boas vendas e é negocio certo. “Vamos aproveitar a grande movimentação de pessoas que transitam por aqui indo aos correios e ao banco então a parada para repor as energias é certa”.

Para Vitor Hugo essa é uma grande novidade para Salvador, pois a lanchonete oferece 17 variedades de espetinhos “coisa que ninguém tem”, diz. Para quem quer saborear os mais variados petiscos sem sair de casa a lanchonete oferece serviço delivery de terça à domingo, das 11h às 23h00.Telefone 3362-4737. Ligue e aproveite.


Portal Imbuí