domingo, 31 de março de 2013

Para Anne Frank

 
 
É muita coincidência para ser levado que foi uma fatalidade algo simples, desse livro está em minhas mãos por acaso.  Este livro era de minha irmã mais velha Simone, ela ganhou de presente quando fez 15 anos e já faz 9 anos que este livro esta aqui em casa, mas só agora que peguei para lê, comecei ontem e terminei hoje, devorei o livro, esse tesouro estava jogado em uma caixa no banheiro interditado, acho que foi algo mágico este livro vim parar na minha mão logo nesta época da minha vida que passo por grandes mudanças e conflitos dentro de mim, este livro me ajudou a clarear mais a mente, porque agora sei que não é só eu que sinto o mundo demais!
 
Olha só que ironia do destino! Ela também queria ser jornalista, assim como eu, não queremos ser uma tola, queremos ir para frente, gostamos da arte de escrever e sabemos que escrevemos bem, quer dizer, eu nem tanto quanto ela, mais sei que sei. Sabemos perfeitamente o que está e o que não está bem escrito, tudo bem que roubo algumas ideias de alguns autores mais faço as minhas adaptações como fiz no trecho do diário de Anne( a última carta que escreveu em seu diário numa terça, 1º de agosto de 1944) não mudei muito pois estava mesmo idêntico como penso e sinto. Agora mesmo estou roubando algo escrito por Anne "quem não escreve não sabe a maravilha que é."
 
Acho que tenho talento para escrever livros e artigos de jornal. Ambas queremos progredir, queremos ter algo mais que marido e filhos, queremos nos dedicar a algo que nos realizem como pessoas não queremos ser insignificantes ao mundo, deixar algo nosso para ser imortal. Queremos continuar vivendo mesmo depois da nossa morte! E ela vive, está façanha ela conseguiu, é imortal.
 
Gostamos de escrever nos libertamos de tudo; desabafamos , diminui a tristeza as vezes até desaparece e renasce a coragem - e essa é a grande pergunta? Poderei algum dia escrever algo realmente importante? Ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero de todo o meu coração, pois quando escrevo capturo tudo, pensamentos, ideias, fantasias, tudo...E assim vou tocando para frente, cheia de coragem.            
 
Anne era forte, corajosa de um intelecto excêntrico era uma garota diferente das de sua idade que não tinha medo de sonhar e de certa forma viveu seu sonho: o de ser imortal. Para mim um exemplo de heroísmo ter 13 anos e enfrentar tudo que enfrentou....
 
Anne você realizou o seu maior sonho de ser eterna só não conseguiu realizar o de ser jornalista, mais escritora sim. Se assim for a vontade das forças superiores não desistirei desse objetivo de querer ser jornalista e ser para meus filhos o que meus pais não souberam ser para mim. Realizarei o nosso sonho, será por nós duas e quando publicar meu livro dedicarei a você em homenagem a menina, menina nada, mulher mesmo que foi e vê se me ajuda a realizar o sonho de ser imortal como você e ser uma grande jornalista reconhecida, nos ajudaremos, comungadas em espirito. Sua Suzana
 
* Esta foi uma carta que escrevi em meu diário logo após ter lido o livro "Diário de Anne Frank". Foi em um domingo de pascoa como hoje em 15 de abril de 2001. Quase 12 anos depois lembrei desta carta e fui pegar meu antigo e envelhecido diário comido por traças e resolvi publicar alguns trechos aqui no meu blog, acho que estava devendo isso a Anne. Já esta pago. Agora o mundo sabe do nosso segredo.     

domingo, 24 de março de 2013

Parabéns?

 
 

Chegou mais um envelhecido ano

Quando eu tinha 13 anos, pensava que quando chegasse aos 30 teria uma vida perfeita. Queria ter um carro rosa, uma casa com piscina, ser casada com um músico e ter sucesso como jornalista. Queria conhecer a California em especial Beverly Hills dizem que é a cidade dos sonhos, ter três filhos e me sentir feliz todos os dias.
 
Ainda não tenho trinta, tenho vinte e nove. Não tenho um carro rosa, nem uma casa com piscina, não casei com um músico, não tive sucesso na minha profissão, não fui à Beverly Hills, não tenho filhos e nem me sinto feliz, nem as vezes... Ainda! Mas acho que esses sonhos serão sempre um sonho...

Não me sito pronta para encarar este novo ciclo que para mim vai dá no mesmo, mas queria muito enfrentar novos desafios, voltar a me sentir viva. 
 
Hoje eu estou aqui bebemorando os meus vinte e nove anos(comendo xinxin de bofe para despachar o  exu dentro de mim e bolo de chocolate que mainha fez). Juro que não estava afim de alcançar esta marca. Sabe aquele ditado "faça tudo hoje porque o amanhã pode não chegar" e não chegou e sinto que nunca chegará.
 
A única coisa que tenho como tesouro são as lembranças que me pego todos os dias pensando que até os 23 eu era muito... mais muito feliz...depois nada de bom a recordar...E ainda tem  a família que não me ajuda em nada, só me põem para baixo, jogando na minha cara meu esperado fracasso, pelo menos para meu pai que nunca acreditou em mim... 
 
Segundo os especialistas todas as mulheres passem por isso, mas muitas chegam a essa idade e têm um comportamento auto-avaliativo que pode levar à depressão - acho que essa sou eu!

O espelho? Virou meu inimigo, antes um aliado para me deixar irresistível, agora parece que ele joga contra mim e mostra como envelheci, como estou mais gorda, com aquele ar de derrotada. Mesmo que ainda seja jovem, a minha aparência passa longe do frescor dos meus vinte anos. Ahhh...como eu já fui feliz...
 
Não tenho nada em minhas mãos, muito menos as rédeas do meu destino. Vivo presa ao passado e pouco espero do futuro.  Mesmo assim, irei tentar aproveitar os meus últimos vinte e poucos anos, antes de entrar na temida casa dos 30, momento numérico que muito incomoda, pois é, aqui estou eu na depressão pré-balzaquiana. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Bateu saudade

Muita saudade deste tempo: 2006 tinha 21 anos. Repórter do Portal Imbuí. CONGELA...
 

 
 
 

Lembranças...

Esta foi minha primeira matéria no Portal Imbuí. Nossa bateu uma saudade desta época...da equipe...


Inauguração de lanchonete
Redação Portal Imbuí • 17/01/2006 - 11:35:00
Portal Imbuí Foi inaugurada na última segunda-feira, dia 16 de janeiro, na praça de alimentação do Centro Comercial do Imbuí (CCI), mais uma opção de lanche para os moradores e visitantes da região.

A nova lanchonete serve sanduíches, espetinhos gaúchos, bolinhos fritos nos mais diversos sabores e com acompanhamento. Para beber, o cliente tem um bom chopp tradicional e de vinho, refrigerante, suco de frutas naturais para sobremesa e ainda tem a opção de saborear um Sunday ou Banana Split. Só experimentando para conferir e correr para aproveitar a promoção de verão chopp por apenas R$ 1,00.

A inauguração - Na inauguração estavam presentes cerca de 100 convidados que puderam desfrutar de música ao vivo com um palco armado na praça tocando o melhor da MPB. Contou ainda com desfile de sanduíches onde as pessoas puderam experimentar os sabores

Para o dono desse empreendimento, Vitor Hugo, a sua lanchonete está em um ótimo ponto de acesso às boas vendas e é negocio certo. “Vamos aproveitar a grande movimentação de pessoas que transitam por aqui indo aos correios e ao banco então a parada para repor as energias é certa”.

Para Vitor Hugo essa é uma grande novidade para Salvador, pois a lanchonete oferece 17 variedades de espetinhos “coisa que ninguém tem”, diz. Para quem quer saborear os mais variados petiscos sem sair de casa a lanchonete oferece serviço delivery de terça à domingo, das 11h às 23h00.Telefone 3362-4737. Ligue e aproveite.


Portal Imbuí

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Que Obaluaê leve...


Estou me recuperando de uma infecção urinaria que me colocou na cama por 20 dias. Muitas dores na perna, coluna, febre alta e falta de ar. Fiquei sem consegui andar, mas é jogar a quizila de lado pedi para Obaluaê levar toda a doença e me deixar com muita saúde para lutar pela vida. Xô doença!!!     

Cabelo, cabeleira...


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Programa Legal




Encontro com minha amiga Edna e esta noite foi beeeeeeem boa...Primeiro parada obrigatória em Dinha do acarajé no bairro do Rio vermelho com direito a conversa fiada, conversa importante, cerveja e vinho pra molhar a guela, beijú, e é claro, acará. 


Depois esticamos até a 4h da matina no Idearium dançamos ao som do Trio Bemba regado desta vez de caipirinha e cuba livre. Fazia tempo que não saia para dançar. Se quer saber, sim beijei, um pernambucano que estava de passeio na cidade que nem lembro o nome, faz parte! RS*


Amiga precisamos ter mais noites assim...Que tenha replay...Momento bom, CONGELA!! 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

TV brasileira: Não me vejo por aqui...

Novelas brasileiras passam imagem de país branco, critica escritora moçambicana

Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.

"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.

"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma organização social em seu país.  

A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.

Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.

"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.  

"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.

"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.

Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.

Alex Rodrigues
Edição: Lílian Beraldo